I
Café da manhã
O insuportável radio relógio começou a tocar aquele som estranho e irritante. Ralf mal abriu os olhos e já se levantou da cama dobrando o edredom e calçando os chinelos. Depois de feita a cama, ele foi até a cozinha, mexendo no elástico do pijama. Pegou uma vasilha no armário acima do microondas, colocou água na vasilha e levou-a ao fogão. Acendeu o fogo automaticamente e colocou a vasilha acima dele. Foi até outro armário, pegou o pó de café, preparou o coador de pano e de quebra colocou os biscoitos, os pães, a manteiga e as geléias acima da mesa. Foi tomar banho, e cinco minutos depois saiu de lá enrolado na toalha. Correu para o fogão, coou o café e foi para o quarto. Vestiu o uniforme da escola, arrumou o material na mochila e foi sentar-se a mesa para tomar seu café da manhã.
Neiva, a mãe de Ralf, chegou enquanto ele se sentava a mesa, nem olhou para a cara do filho e já perguntou:
― Meu café ta pronto?
Ralf pegou uma xícara no armário, e colocou-a a mesa, encheu-a de café e depois começou a passar manteiga no pão para a mãe.
― Rápido que não tenho o dia todo! ― Resmungou Neiva.
Ralf colocou o pão da mãe no prato diante dela, e esta o comeu. Quando o garoto finalmente sentou-se a mesa, seus dois irmãos, Gustavo e Márcio, e seu pai, Admar, chegaram. Ralf teve que arrumar o café de cada um deles. Só depois pode tomar o seu café.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Apresentação
Ralf Scoralick era apenas mais um jovem normal. Estudava, saia de vez em quando, ajudava seus pais em casa, conversava com os amigos coisas que jovens gostam de conversar. Estava sempre de bom humor, dês de a hora em que acordava, até a hora em que ia dormir. Era sem sombra de duvidas um bom filho, um bom amigo, um excelente namorado, um estudante esforçado, e o mais importante, um cara bom, honesto e gentil.
Mas Ralf tinha alguns péssimos hábitos, o de fazer quase tudo o que lhe pediam; o de escutar ofensas e ficar calado; e o pior de todos, o de sempre guardar pra si os problemas que apareciam.
Quem o conhecia superficialmente normalmente dizia que ele era uma daquelas pessoas felizes que não ligam pra nada, e que estão sempre fazendo o que querem. Enganados, estavam todos enganados quanto a tudo, quanto a quem ele era, quanto à vida que ele levava, quanto ao que existia no interior de sua mente, e quanto ao que ele pensava e sentia.
Por anos Ralf Scoralick se subordinou à vontade alheia, fazendo favores, guardando segredos, servindo de capacho para os nervosos, e de brinquedo para os espertos. Suas amizades eram poucas, mas muitos diziam ser amigos dele, afinal, ele era o tipo de pessoa que ajuda em qualquer hora e em qualquer lugar.
O problema maior não era a forma como tratavam ele, o problema era mais a forma como ele reagia. A reação que ele tinha diante de tudo era inocente, calma, e quase sempre obediente. Isso fazia com que cada vez mais pessoas se aproximassem dele por interesse, e o pior de tudo, todos os seus amigos só eram seus “amigos” porque ganhavam alguma coisa o sendo. Só que Ralf não via isso, para ele seus amigos eram amigos mesmo.
Só que um belo dia Ralf surtou, após anos de sofrimento nas mãos dos abusados ele surtou, e colocou o mundo das pessoas que o maltratavam de pernas pro ar.
Bom, por enquanto isso é o suficiente para vocês entenderem a história. Qualquer coisa, se eu precisar interromper para dizer algo, não hesitarei em fazê-lo.
Mas Ralf tinha alguns péssimos hábitos, o de fazer quase tudo o que lhe pediam; o de escutar ofensas e ficar calado; e o pior de todos, o de sempre guardar pra si os problemas que apareciam.
Quem o conhecia superficialmente normalmente dizia que ele era uma daquelas pessoas felizes que não ligam pra nada, e que estão sempre fazendo o que querem. Enganados, estavam todos enganados quanto a tudo, quanto a quem ele era, quanto à vida que ele levava, quanto ao que existia no interior de sua mente, e quanto ao que ele pensava e sentia.
Por anos Ralf Scoralick se subordinou à vontade alheia, fazendo favores, guardando segredos, servindo de capacho para os nervosos, e de brinquedo para os espertos. Suas amizades eram poucas, mas muitos diziam ser amigos dele, afinal, ele era o tipo de pessoa que ajuda em qualquer hora e em qualquer lugar.
O problema maior não era a forma como tratavam ele, o problema era mais a forma como ele reagia. A reação que ele tinha diante de tudo era inocente, calma, e quase sempre obediente. Isso fazia com que cada vez mais pessoas se aproximassem dele por interesse, e o pior de tudo, todos os seus amigos só eram seus “amigos” porque ganhavam alguma coisa o sendo. Só que Ralf não via isso, para ele seus amigos eram amigos mesmo.
Só que um belo dia Ralf surtou, após anos de sofrimento nas mãos dos abusados ele surtou, e colocou o mundo das pessoas que o maltratavam de pernas pro ar.
Bom, por enquanto isso é o suficiente para vocês entenderem a história. Qualquer coisa, se eu precisar interromper para dizer algo, não hesitarei em fazê-lo.
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