quinta-feira, 17 de junho de 2010

I

I
Café da manhã

O insuportável radio relógio começou a tocar aquele som estranho e irritante. Ralf mal abriu os olhos e já se levantou da cama dobrando o edredom e calçando os chinelos. Depois de feita a cama, ele foi até a cozinha, mexendo no elástico do pijama. Pegou uma vasilha no armário acima do microondas, colocou água na vasilha e levou-a ao fogão. Acendeu o fogo automaticamente e colocou a vasilha acima dele. Foi até outro armário, pegou o pó de café, preparou o coador de pano e de quebra colocou os biscoitos, os pães, a manteiga e as geléias acima da mesa. Foi tomar banho, e cinco minutos depois saiu de lá enrolado na toalha. Correu para o fogão, coou o café e foi para o quarto. Vestiu o uniforme da escola, arrumou o material na mochila e foi sentar-se a mesa para tomar seu café da manhã.
Neiva, a mãe de Ralf, chegou enquanto ele se sentava a mesa, nem olhou para a cara do filho e já perguntou:
― Meu café ta pronto?
Ralf pegou uma xícara no armário, e colocou-a a mesa, encheu-a de café e depois começou a passar manteiga no pão para a mãe.
― Rápido que não tenho o dia todo! ― Resmungou Neiva.
Ralf colocou o pão da mãe no prato diante dela, e esta o comeu. Quando o garoto finalmente sentou-se a mesa, seus dois irmãos, Gustavo e Márcio, e seu pai, Admar, chegaram. Ralf teve que arrumar o café de cada um deles. Só depois pode tomar o seu café.